Nesta charge, é possível perceber que pode até ser que as crianças tenham uma alimentação saudável... Mas, ainda assim, seus pensamentos são repletos de doces e alimentos gordurosos, como lanches e batatas-fritas.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Resenha Crítica
Obesidade Infantil: Riscos e Prevenção
A
obesidade infantil é considerada uma doença, a qual provoca um aumento de
gordura corporal e já chega a atingir de 10 a 15% das crianças. Uma criança é
considerada obesa quando possui 20% a mais do peso ideal para sua idade.
Os
períodos mais frequentes de surgimento da obesidade infantil são durante o
primeiro ano de vida e na fase da pré-escola. A obesidade vem crescendo nos
últimos tempos no Brasil, isto em decorrência de maus hábitos alimentares e
sedentarismo, além da hereditariedade.
Os
pais como responsáveis devem estar atentos para que percebam se seu filho anda
apresentando excesso de peso. Por esse motivo, é aconselhável que desde bem
pequena a criança aprenda bons hábitos alimentares, para facilitar o
desenvolvimento de uma vida inteira saudável. A prática de exercícios, aliada a
uma boa alimentação contribui para uma melhor qualidade de vida, evitando assim
uma obesidade precoce.
Fisberg (1995) e Sigulem et al. (2001) afirmam que o aumento da obesidade em lactantes é resultado de um desmame precoce e incorreto, de erros alimentares no primeiro ano de vida, presentes, principalmente, nas subpopulações urbanas, as quais abandonam de forma precoce o aleitamento materno, substituindo-o por alimentação com excesso de carboidratos, em quantidades superiores que as necessárias para seu crescimento e desenvolvimento.
A
variedade de alimentos disponíveis atualmente, principalmente fast food,
alimentos não saudáveis, apresentam muitas cores, desenhos e frases que chamam
a atenção e motivam as crianças a consumi-los cada vez mais. E a única forma de
“vencer” a indústria é ensiná-las desde muito cedo a comer alimentos saudáveis
e essenciais, e evitar a apresentação de doces a elas.
Finalmente,
é importante ressaltar que um acompanhamento nutricional desde pequeno para
orientar uma alimentação saudável à família, mas principalmente às crianças, influi
no consumo de frutas e hortaliças, leite, ovos e carnes, carboidratos com
restrição, mas deve evitar gorduras e alimentos extremamente açucarados. Agindo
assim, os pais estarão contribuindo para uma maior qualidade de vida de seus
filhos, porém devem também estar sempre incentivando, entre brincadeiras
espontâneas e esportes, a prática de exercícios físicos.
Além de tudo, a obesidade - especialmente quando se trata da ocorrência em crianças - deve ser encarada como um problema sério, que merecia mais atenção do governo, das escolas e das famílias em geral. Mas nem sempre isso acontece... Pois tais instituições se omitem frente ao risco de tal doença, e oferecem sem moderação alimentos altamente prejudiciais à saúde das crianças, alimentos estes que são quase que exclusivamente compostos por açúcares diversos (industriais) e gorduras, quando o que elas mais precisavam era consumir alimentos ricos em fibras e nutrientes inteiros, produtos preferencialmente naturais e orgânicos.
Além de tudo, a obesidade - especialmente quando se trata da ocorrência em crianças - deve ser encarada como um problema sério, que merecia mais atenção do governo, das escolas e das famílias em geral. Mas nem sempre isso acontece... Pois tais instituições se omitem frente ao risco de tal doença, e oferecem sem moderação alimentos altamente prejudiciais à saúde das crianças, alimentos estes que são quase que exclusivamente compostos por açúcares diversos (industriais) e gorduras, quando o que elas mais precisavam era consumir alimentos ricos em fibras e nutrientes inteiros, produtos preferencialmente naturais e orgânicos.
Vídeo: Obesidade Infantil
Este vídeo apresenta as causas, sintomas, tratamentos e prevenção da obesidade na infância. Traz a definição desta doença, que é o acúmulo excessivo de gordura, além de demonstrar dados estatísticos.
História em Quadrinhos: Magali em "Obesidade Infantil"
Este quadrinho tem como tema a obesidade infantil, e através dele pretendemos mostrar a tentação que os produtos industrializados exercem no momento da escolha de alimentos. E muitas crianças, assim com Magali, tendem a preferir doces como o sorvete, ao invés de frutas.
sábado, 3 de novembro de 2012
Crianças no comando da famosa "Pirâmide Alimentar"
Este é um charge que mostra que se a pirâmide alimentar fosse desenvolvida pelas crianças, ela seria composta apenas de doces, alimentos gordurosos e industrializados. E é por isso que depende dos pais mostrar para seus filhos que uma alimentação saudável é composta por alimentos naturais, orgânicos, e que os "excessos" devem se restringir aos fins de semana.
Sedentarismo como uma das causas da Obesidade Infantil
Esta imagem retrata o cotidiano das crianças e adolescentes na atualidade: passam a maior parte do dia em frente à televisão, computador ou videogame, comendo ansiosa e despreocupadamente, sem se dar conta do mal que estão causando à sua saúde.
Entrevista com Nutricionista
Esta entrevista foi feita com uma nutricionista que atua em uma creche infantil, tendo assim contato com crianças. Ela fala que existem diversos fatores que influenciam na obesidade como desmame precoce, fast food, mídia, supermercado, sedentarismo, entre outros. Também é apresentado nesta entrevista que escola e pais devem atuar juntos no favorecimento das crianças.
Entrevista
realizada com a nutricionista Sandra Vieira de Olim, CRN – 34331.
1) Qual a principal causa para a obesidade infantil? E existem estudos que comprovam isso?
1) Qual a principal causa para a obesidade infantil? E existem estudos que comprovam isso?
Existem
vários fatores que acarretam na obesidade infantil. Primeiramente é o desmame
precoce, muitas mães desmamam seus filhos muito cedo, introduzindo alimentos,
como por exemplo, aqueles usados para o engrossamento dos leites; acrescentando
carboidratos e açúcares, nos alimentos preparados para os recém-nascidos – o que
é desnecessário. Outro fator são as mães indo para o trabalho. Foi a partir da
década de 70 quando as mães começaram a trabalhar, diminuindo o tempo para seus
filhos e para sua família.
Fast
food e comidas industrializadas são também grandes responsáveis pela obesidade
infantil. A indústria para ter um aceitamento das crianças desenvolveram
líquidos com grandes quantidades de açúcares; os sucos, a gelatina, os
refrigerantes, são compostos por um alto índice glicêmico. O sedentarismo
influencia na obesidade, pois as crianças passam bastante tempo em frente à TV,
computador, videogame, deixando de lado brincadeiras como pular, dançar, correr
e jogar bola. O mercado publicitário influencia também, através de alimentos
calóricos, com propagandas bastante coloridas, desenhos e brinquedos.
O
supermercado utiliza bastantes alimentos energéticos e calóricos destinados às
crianças, utilizando prateleiras baixas com um campo de visão alcançado por
elas.
Mas
a principal causa para a ocorrência da obesidade infantil é a junção destes
fatores.
Existem vários estudos, em escolas e creches, por exemplo,
mostrando a importância do lúdico quando o assunto é alimentação saudável, e também
relata o sedentarismo. E foi na década de 90 que ocorreu a transição
nutricional, pois antes desta data o Brasil apresentava desnutrição e baixo
peso e o governo pra tentar diminuir esta estatística, desenvolve a
fortificação dos alimentos e isto veio acarretando na obesidade infantil.
2) Qual o papel da família para evitar a obesidade?
2) Qual o papel da família para evitar a obesidade?
Os
pais são o espelho da criança, a base destas. A família é o primeiro educador e
o mais importante, pois a criança ainda não tem autonomia para desenvolver uma
boa alimentação ou preparação de um prato saudável, elas consomem o que lhes é
ofertado, e é por isso que os pais são tão importantes na hora da alimentação.
As crianças ao consumir determinados alimentos, tendem a querer “imitar” o modo
como os pais se alimentam.
3) Qual o papel da escola na educação alimentar na infância?
3) Qual o papel da escola na educação alimentar na infância?
Muitos
pais pensam que por algumas escolas trabalharem em período integral, eles
acreditam que é de responsabilidade dela que seus filhos aprendam a se
alimentarem bem. Mas a verdade é que não depende apenas da escola mais também
dos pais, pois a escola e os pais devem trabalhar juntos para ensinar as
crianças a se alimentarem de forma saudável. A escola é formadora de opinião e
é ela que vai influenciar na opinião das crianças. Ela não ensina apenas
alimentação, envolve também saúde, higiene, educação, etc. Não sendo a escola a
única responsável na educação alimentar, mas também cabe aos pais, pois estes
são o primeiro educador e o mais importante.
4) Quais são os alimentos que contribuem para evitar a obesidade infantil?
4) Quais são os alimentos que contribuem para evitar a obesidade infantil?
Principalmente
alimentos com pouca gordura saturada. É importante evitar alimentos fritos e à
milanesa; consumir frutas, legumes, leguminosas, verduras, arroz, milho, os
cereais em geral, líquidos e muita água; reduzir as farinhas refinadas,
substituindo por farinhas integrais, e controlar os doces de forma a reduzir ou
até mesmo evitar.
5) Muitos pais dão doces como forma de recompensa por algo correto que seus filhos fizeram. É certo, ou melhor, “funciona” incentivar a substituição desses doces por frutas?
5) Muitos pais dão doces como forma de recompensa por algo correto que seus filhos fizeram. É certo, ou melhor, “funciona” incentivar a substituição desses doces por frutas?
Mesmo
falando de doces ou frutas não é correto através de recompensa, pois esta
criança sempre que fizer o que é certo ou o que é de seu dever, vai fazer
esperando retorno. E uma criança que cresce com esse método, pode acabar
encontrando dificuldades por toda a sua vida. Depende
muito da forma com que os pais se expressam, é por isso que em vez de
recompensa, deve-se argumentar e aprovar o consumo de alimentos saudáveis.
Dez Sinais da Boa Nutrição Infantil
Os critérios foram elaborados pela Associação Brasileira de Nutrologia e apresentados no Congresso Criança 2010 organizado pelo Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, Paraná.
Caso a criança não se encaixe em todos os itens da lista, a probabilidade de ela ter um problema nutricional é grande. Um exemplo é a falta de carboidratos, proteínas, ferro, zinco e vitamina A no organismo, que pode retardar o crescimento – primeiro item da lista. Assim como a falta de água, que pode originar problemas intestinais, e o excesso de gordura, que pode levar à obesidade.
Alimentação influi na saúde da criança e, em longo prazo, na vida adulta
De acordo com a médica pediatra da UTI neonatal do Hospital Pequeno Príncipe e presidente do Departamento de Suporte Nutricional da Sociedade Paranaense de Pediatria, Vanessa Liberalesso, uma criança que tem uma alimentação balanceada, com as quantidades apropriadas de carboidratos, ferro, proteínas e outros componentes, vai apresentar os dez sinais da boa alimentação.
Já as crianças que não apresentam esses sinais podem desenvolver doenças não só na infância como também na vida adulta. “Algumas crianças podem ser hipertensas no futuro, porque ingerem muito sódio. Além disso, também podem sofrer com a falta de cálcio nos ossos, que provoca osteoporose, por não ingerirem muito leite e derivados”, afirma a pediatra.
Para definir a quantidade ideal de cada componente na alimentação de uma criança é preciso consultar um profissional. Almeida afirma que essas quantidades variam de acordo com a idade e outros fatores. “O consumo de muitas proteínas por uma criança que toma pouca água, por exemplo, pode resultar em um intestino preso”, exemplifica. O ideal é que a criança tenha uma alimentação supervisionada e variada, para evitar problemas futuros.
O que pode indicar cada sinal
Veja os déficits na alimentação da criança que cada sinal pode significar, de acordo com Vanessa Liberalesso.
1. Crescimento adequado
Isso indica que a criança consome o número de calorias indicado para a sua idade, incluindo proteínas, vitaminas e minerais
2. Funcionamento regular do intestino
O funcionamento intestinal depende de boa ingestão de água e alimentos ricos em fibras. Além disso, os itens aqui apresentados também se complementam: as atividades físicas (item 7) também favorecem um bom funcionamento do intestino.
3. Bom apetite
A falta de apetite pode ser sinal de doenças ou da carência de nutrientes. A falta de ácido fólico no organismo, por exemplo, diminui o paladar e a criança pode deixar de comer por não sentir o gosto do alimento.
4. Dentes fortes e saudáveis
O leite é fonte de cálcio que vai contribuir para a saúde dos dentes. “É importante também que as crianças tomem sol”, lembra a nutricionista, “pois a luz do sol auxilia na metabolização da vitamina D, por exemplo, também importante para a saúde bucal.”
5. Boa imunidade
A constituição de uma boa imunidade começa com o aleitamento materno, quando os anticorpos da mãe são compartilhados com o filho. Mais tarde a deficiência de zinco e outros nutrientes também pode comprometer o sistema imunológico da criança.
6. Peso adequado
O peso da criança é uma maneira indireta de saber se ela está se alimentando adequadamente. “Não só a alimentação deficitária como a alimentação excessiva. Tanto a perda quanto o ganho de peso fora do padrão são indicativos de problemas nutricionais”, diz Vanessa.
Não querer brincar pode ser sinal de anemia. A causa disso é a deficiência de ferro tanto de origem animal como vegetal (que dificulta a absorção de nutrientes). “Uma boa fonte de ferro é a carne de vaca, principalmente o fígado. No caso do ferro de origem vegetal – como espinafre – a dica é consumir esses alimentos com suco de laranja, que facilita a absorção do ferro desses vegetais.
Um bom padrão de sono, indica Vanessa, é indicativo tanto de uma boa alimentação quanto de disposição para brincar. Isso quer dizer que fazer atividades físicas facilita um bom sono. Além disso, alguns alimentos são essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso. O desequilíbrio do sono pode indicar algum problema neurológico causado pela falta de algum nutriente necessário para o bom funcionamento cerebral.
Uma pele opaca ou sem vida indica problemas como a anemia.
10. Cabelos e unhas saudáveis
Cabelo seco é sinal de deficiência de proteína, zinco e mesmo de consumo inadequado de calorias. O mesmo vale para as unhas: a deficiência de cálcio e ferro as deixa mais quebradiças.
Fonte: Uol ; http://www.guiadanutricao.com/2010/09/dez-sinais-da-boa-nutricao-infantil.html
domingo, 7 de outubro de 2012
As causas da obesidade e como combatê-la
Através de histórias infantis foi desenvolvida uma campanha de prevenção
a obesidade infantil, de como é importante uma alimentação saudável e como é
necessário exercícios físicos para se ter uma vida saudável. Veja agora essa
campanha que está em vídeo logo abaixo.
De acordo com dados do IBGE a obesidade vem crescendo nos últimos anos, e também mostra que a desnutrição diminuiu. Nesta reportagem é analisado através de gráficos o acréscimo desse sobre peso, com relação as idades e os anos (períodos); alem de apresentar dados da diferença de gêneros (masculino e feminino). Veja a reportagem completa logo abaixo.
POF 2008-2009: desnutrição cai e peso das crianças brasileiras ultrapassa padrão internacional
O peso dos brasileiros vem aumentando nos últimos anos. Em 2009, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Já o déficit de altura (importante indicador de desnutrição) caiu de 29,3% (1974-75) em para 7,2% (2008-09) entre meninos e de 26,7% para 6,3% nas meninas, mas se sobressaiu no meio rural da região Norte: 16% dos meninos e 13,5% das meninas. A parcela dos meninos e rapazes de 10 a 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-09), já entre as meninas e moças o crescimento do excesso de peso foi de 7,6% para 19,4%. Também o excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% e ultrapassou, em 2008-09, o das mulheres, que foi de 28,7% para 48%. Nesse panorama, destaca-se a Região Sul (56,8% de homens, 51,6% de mulheres), que também apresenta os maiores percentuais de obesidade: 15,9% e homens e 19,6% de mulheres. O excesso de peso foi mais evidente nos homens com maior rendimento (61,8%) e variou pouco para as mulheres (45-49%) em todas as faixas de renda. Os resultados são da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde. A pesquisa também traz informações sobre as crianças com menos de cinco anos: o déficit de altura foi de 6% no país, sendo mais expressivo em meninas no primeiro ano de vida (9,4%), crianças da região Norte (8,5%) e na faixa mais baixa de rendimentos (8,2%).
O excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, a partir de 5 anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras. Já o déficit de altura nos primeiros anos de vida (um importante indicador da desnutrição infantil) está concentrado em famílias com menor renda e, do ponto de vista geográfico, na região Norte. Esses são alguns dos resultados da seção de Antropometria e Estado Nutricional da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, realizada em parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde, que entrevistou e tomou medidas de peso e altura de pessoas em 55.970 domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Foram analisados os dados de mais de 188 mil pessoas de todas as idades. Os resultados foram comparados com as pesquisas de 1974-75 (Estudo Nacional da Despesa Familiar – ENDEF), 1989 (Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição – PNSN), 2002-03 (Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF) para obtenção da tendência secular das variações de altura e peso da população.
Em 2008, uma em cada três crianças de 5 a 9 anos tinha excesso de peso
Em 2008, o excesso de peso atingia 33,5% das crianças de cinco a nove anos, sendo que 16,6% do total de meninos também eram obesos; entre as meninas, a obesidade apareceu em 11,8%. O excesso de peso foi maior na área urbana do que na rural: 37,5% e 23,9% para meninos e 33,9% e 24,6% para meninas, respectivamente. O Sudeste se destacou, com 40,3% dos meninos e 38% das meninas com sobrepeso nessa faixa etária.
A POF revelou um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-09, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas, que de 8,6% na década de 70 foram para 11,9% no final dos anos 80 e chegaram aos 32% em 2008-09.
Gráfico 1 – Evolução de indicadores antropométricos na população de 5 a 9 anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989 e 2008-2009

A Região Centro-Oeste foi a que teve a maior variação de meninos com excesso de peso em dez anos, de 13,8% em 1989 para 37,9% em 2008-09. Para meninas no mesmo período, o crescimento foi maior na Região Sudeste: de 15% para 37,9%. Essa região se destacou também por ter mais de um quinto de uma população infantil obesa em 2008-09: 20,6% dos meninos. Os menores índices de obesidade em crianças de 5 a 9 anos estavam no Norte para meninos (11,4%) e no Nordeste para meninas (8,9%).
A pesquisa mostra, ainda, que, desde 1989, entre os meninos de 5 a 9 anos de idade nas famílias dos 20% da população com menor renda, houve um forte crescimento daqueles com excesso de peso, passando de 8,9% para 26,5%. Na faixa de maior rendimento, o aumento notado foi de 25,8% para 46,2% no mesmo período. A obesidade, que atingia 6% dos meninos das famílias de maior renda em 1974-75 e 10% em 1989, foi registrada em 23,6% deles em 2008-09.
Déficit de peso e de altura das crianças de 5 a 9 anos de idade em queda
Por outro lado, o déficit de peso em 2008-2009 entre as crianças de 5 a 9 anos foi baixo em todas as regiões, oscilando ao redor da média nacional (4%), e o déficit de altura diminuía com o aumento da renda: nos domicílios de menor renda, chegava a 11% para meninos e 9,6% para meninas, contra 3,3% e 2,1%, respectivamente, nos domicílios de maior renda. Esses resultados são coerentes com a progressiva queda da desnutrição infantil observada pela POF.
Em 2008-09, o déficit de altura atingia 6,8% das crianças entre cinco e nove anos, sendo ligeiramente maior em meninos (7,2%) que em meninas (6,3%) e tendendo a diminuir com o avanço da idade. Era maior no Norte (12,2% dos meninos e 10,3% das meninas) e menor no Sul (4,7% e 4,0%, respectivamente). Já o déficit de peso estava presente entre 4,1% das crianças, com pouca variação entre os sexos. Esta distribuição, semelhante à verificada entre as crianças menores de cinco anos, mostra a manutenção do padrão regional de desnutrição infantil nas duas metades da década de 2000.
Ao contrário do observado entre as crianças menores de cinco anos, o déficit de altura tendeu a ser maior no meio rural que no urbano, com destaque negativo no Norte: 16,0% dos meninos e 13,5% das meninas de 5 a 9 anos na região apresentavam déficit de altura (no meio urbano, eram respectivamente de 10,5% e 8,8%). A desigualdade urbano-rural entre as crianças de cinco a nove anos, mas não na faixa de idade anterior, sugere redução das desigualdades sociais na desnutrição infantil entre a primeira e a segunda metades desta década.
A medida de altura é um dos fatores que ajudam a detectar a desnutrição infantil. Os déficits de altura revelam atraso no crescimento linear da criança ocorrido em algum momento, que pode ser desde a gestação, com prevalência nos dois primeiros anos de vida. Portanto, o déficit de altura na faixa etária entre cinco e nove anos na POF 2008-2009 reflete a desnutrição infantil na primeira metade da década de 2000. Observou-se, por exemplo, uma queda expressiva dos 29,3% dos meninos de cinco a nove anos em 1974-75 para 7,2% em 2008-09. Entre as meninas, o índice caiu de 26,7% para 6,3% em 34 anos.
No Nordeste, de 1989 a 2008-09, o déficit de altura caiu de 24,5% para 7,9% em meninos e de 23,6% para 6,9% em meninas, próximo aos índices das regiões Sudeste (6,2% para meninos e 5,3% para meninas) e Centro-Oeste (6,8% para meninos e 7,4% para meninas), mostrando a redução nas desigualdades regionais no crescimento infantil. O mesmo não ocorreu na Região Norte: embora o déficit de altura tenha se reduzido, ele ainda ficou em 12,2% para meninos e 10,3% para meninas.
Crianças menores de 5 anos de idade com déficit de altura em 6%
Para as crianças com menos de cinco anos, foi elaborado um padrão nacional específico, levando em conta a influência da renda familiar sobre o crescimento infantil: a base foi a medida de altura de crianças de famílias com renda mensal maior que um salário mínimo per capita. Com essa referência, a POF estima em 6,0% o déficit de altura em crianças até 5 anos, abaixo da estimativa de 7,1% obtida em 2006-2007 em pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, com no padrão da OMS.
Segundo a POF 2008-09, o déficit de altura em menores de cinco anos atingiu de forma semelhante os meninos e meninas: 6,3% e 5,7%, respectivamente, com ênfase no primeiro ano de vida (8,4% e 9,4%, respectivamente), diminuindo para cerca de 7% no segundo ano e oscilando em torno de 4% a 6% nas idades de dois a quatro anos. Além disso, foi maior no Norte (8,5%) e menor no Sul (3,9%). Não houve grandes variações para os meios urbano e rural. A maior diferença em pontos percentuais ocorreu nos estratos de renda: existia déficit em 8,2% das crianças até cinco anos das famílias no estrato com rendimento per capita até ¼ de salário mínimo e em 3,1%, quando esses rendimentos superavam 5 salários mínimos.
Obesidade é maior entre adolescentes com mais renda
A avaliação do estado nutricional dos jovens de 10 a 19 anos considerou a relação entre IMC e idade, com referencial da OMS, revelando que 3,4% do total de adolescentes tinham déficit de peso, com pouca variação por sexo, região e situação de domicílio. A maior variação foi na faixa de renda: 4% das moças e 5,6% dos rapazes na classe de renda familiar per capita até ¼ de salário mínimo, contra de 1,7% e 1,4%, respectivamente, na classe de maior renda.
O excesso de peso, por sua vez, atingia 21,5% dos adolescentes, oscilando entre 16% e 18% no Norte e no Nordeste e entre 20% e 27% no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Nos dois sexos, tendeu a ser mais freqüente em áreas urbanas que em rurais, em particular no Norte e Nordeste. A obesidade, que foi verificada em um quarto dos casos de excesso de peso nos dois sexos, teve distribuição geográfica semelhante.
A renda era diretamente vinculada ao excesso de peso: ocorrendo três vezes mais entre os rapazes de maior renda do que nos de menor renda (34,5% contra 11,5%); no sexo feminino, a diferença foi de 24% para 14,2%. A obesidade foi registrada em 8,2% dos jovens de maior renda e 9,2% na faixa de um a dois salários mínimos; entre as moças, variou em torno de 4% nas faixas intermediárias de renda, sendo menor nos dois extremos.
Dos 10 aos 19 anos, sobrepeso aumentou seis vezes para homens e três para mulheres em 34 anos `
O aumento de peso em adolescentes de 10 a 19 anos foi contínuo nos últimos 34 anos. Isso é mais perceptível no sexo masculino, em que o índice passou de 3,7% para 21,7%, o que representa um acréscimo de seis vezes. Já entre as jovens, as estatísticas triplicaram: de 7,6% para 19,% entre 1974-75 e 2008-09.
Quanto à obesidade, mostra-se menos intensa, mas também com tendência ascendente, indo de 0,4% para 5,9% entre meninos e rapazes e de 0,7% para 4,0% no sexo feminino.
Déficit de peso se reduz entre adolescentes
Comportamento oposto ao da obesidade, ocorre com o déficit de peso, que teve declínio nesses 34 anos, indo de 10,1% para 3,7% entre os homens e de 5,1% para 3,0% entre as mulheres.
Este quadro caracteriza a população adolescente em todas as regiões brasileiras, com destaque para a Região Sul, cuja evolução do excesso de peso passou de 4,7% para 27,2% para os adolescentes e 9,7% para 22,0% para as adolescentes.
Gráfico 2 – Evolução de indicadores antropométricos na população de 10 a 19 anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989 e 2008-2009

Entre adultos, déficit médio de peso não caracteriza desnutrição
Entre adultos, a avaliação do estado nutricional foi feita pelo Índice de Massa Corporal (IMC). Pessoas com IMC inferior a 18,5 kg/m2 têm déficit de peso, e uma população é caracterizada como desnutrida quando 5% de seus integrantes encontram-se abaixo desse índice. Já o excesso de peso e a obesidade são definidos por IMC iguais ou superiores a 25 kg/m2 e 30 kg/m2, respectivamente.
Dos adultos, 2,7% tinham déficit de peso (1,8% dos homens e 3,6% das mulheres) – percentuais que diminuíam com o incremento de renda em ambos os sexos, sem grandes variações regionais ou por situação de domicílio (urbano e rural).
Apenas em algumas faixas de idade da população feminina esse déficit ultrapassava 5%: chegou a 8,3% entre as mulheres de 20 a 24 anos e a 5,4% entre aquelas com 75 anos ou mais. Atingia 5,5% das mulheres de domicílios rurais do Nordeste e 5,7% das de menor classe de renda.
Gráfico 3 – Evolução de indicadores na população de 20+ anos de idade, por sexo – Brasil – períodos 1974-75, 1989, 2002-2003 e 2008-2009

Metade da população adulta tinha excesso de peso
Em 2008-09 o excesso de peso, por sua vez, atingiu cerca de metade dos homens e das mulheres, excedendo em 28 vezes a frequência do déficit de peso no caso masculino e em 13 vezes no feminino. Eram obesos 12,5% dos homens (1/4 dos casos de excesso) e 16,9% das mulheres (1/3). Ambas as condições aumentavam de frequência até a faixa de 45 a 54 anos, no caso dos homens; e de 55 a 64 anos, entre as mulheres, para depois declinarem.
O excesso de peso e a obesidade atingiam duas a três vezes mais os homens de maior renda, além de se destacarem nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e nos domicílios urbanos. Nas mulheres, as duas condições se destacaram no Sul do país e nas classes intermediárias de renda.
Quantidade de obesos é quatro vezes maior entre homens a partir de 20 anos de idade
A POF também observou um aumento contínuo de excesso de peso e obesidade na população de 20 anos ou mais de 1974 para cá. O excesso de peso quase triplicou entre homens, de 18,5% em 1974-75 para 50,1% em 2008-09. Nas mulheres, o aumento foi menor: de 28,7% para 48%. Já a obesidade cresceu mais de quatro vezes entre os homens, de 2,8% para 12,4% e mais de duas vezes entre as mulheres, de 8% para 16,9%.
Isso ocorreu em todas as regiões brasileiras. No Sul, o excesso de peso masculino subiu de 23% para 56,8%. Entre as mulheres, este aumento é mais perceptível na Região Nordeste: de 19,5% para 46%. Lá, o aumento foi contínuo, enquanto que, nas outras regiões, houve interrupção no crescimento entre 1989 e 2002-2003, voltando a crescer daí até 2008-09. É o caso do Sul do país, onde o excesso de peso era de 36,6% em 1974-75, 47,3% em 1989, caiu para 44,8% em 2002-2003 e voltou a subir para 51,6% em 2008-09.
Este aumento é perceptível em todos os estratos de renda da população masculina. Entre as mulheres, o crescimento é mais acentuado entre os 20% de menor rendimento, passando de 14,6% para 45%. A obesidade passou de 2,4% para 15,1%. Entre os 20% de maior rendimento, o aumento foi de 10,8% para 16,9%, mas houve queda entre 1989 (15,4%) e 2002-2003 (13,5%).
Já o déficit de peso segue no declínio, regredindo de 8% em 1974-75 para 1,8% entre os homens e de 11,8% para 3,6% entre as mulheres, em todos os estratos de renda. Isso retrata, segundo a pesquisa, controle nos índices de desnutrição da população adulta brasileira.
fonte: http://www.ibge.gov.br/
Receitas fáceis para crianças
Esta reportagem foi transmitida pelo Jornal Nacional, jornal da globo, e
mostra como é importante as crianças terem uma alimentação saudável, porém para
elas aceitarem este tipo de alimentação é preciso insistência e criatividade e
é por isso que é necessário desenvolver receitas que estimulam as crianças para
que elas comam bem. Veja a reportagem em vídeo logo abaixo.
fonte: www.obesidadeinfantil.org/
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Oito Fatores Que Podem Levar À Obesidade A Partir Dos 7 Anos
Os cientistas identificaram oito fatores que podem levar à obesidade a partir dos 7 anos
A falta
de exercícios físicos e uma alimentação inadequada são um dos motivos para a
criança desenvolver a obesidade; uma criança obesa tem grandes chances de se
tornar um adulto obeso. E é por isso que os cientistas determinaram que existem
oito fatores que influenciam na obesidade a partir dos 7 anos de idade. Estes fatores
estão descritos na reportagem a seguir:
“Os cientistas identificaram oito
fatores que podem levar à obesidade a partir dos 7 anos:
1. Mães que engordam demais durante a gravidez podem
gerar bebês com mais tendência à obesidade;
2. Crianças com peso e altura acima da média entre 8
e 18 meses têm maior propensão ao problema;
3. Ao completar um ano, o bebê não deve pesar mais do
que o triplo do que tinha ao nascer;
4. Também não deve crescer mais do que 25 centímetros no
primeiro ano;
5. Bebês que dormem pouco ficam mais cansados e fazem
menos atividades durante o dia, facilitando o acúmulo de gordura;
6. Crianças com mais de três anos que ficam mais de
oito horas por semana na frente da TV;
7. Aparecimento de gordurinhas localizadas antes dos
quatro anos;
8. Pais gordos: além da genética contra, os filhos
podem imitar seus hábitos.”
Fonte:
OBS.: se gostou da reportagem e gostaria de ver a
materia toda basta clicar no link abaixo:
Obesidade Infantil
Obesidade infantil
A promoção e oferta indiscriminada de
alimentos industrializados “fast food”, etc., motiva crianças de todas as
idades ao consumo dos mesmos, em prejuízo da dieta normal, com a aquiescência
dos pais que as acompanham e facilitam sua aquisição. Tais hábitos conduzem
facilmente à obesidade.
É tarefa difícil contrapor-se ao apelo
promocional bem feito dos alimentos de pronto consumo que são oferecidos de
forma abusiva. O único recurso é dialogar e analisar o valor nutricional,
versus valor econômico, versus saúde.
O excesso continuado de ingestão de
alimentos leva a distúrbios orgânicos, pois determina solicitação progressiva
de maior quantidade de alimentos que conduz à obesidade. Quanto mais tempo
durar mais difícil é de curar.
Mas afinal o que é obesidade? Obesidade é
um aumento de cerca de 20% do peso teórico. De modo prático, existem vários
tipos de obesidade:
1)
Obesidade simples essencial, ocasionada por ingestão
excessiva de alimentos;
2)
Obesidade devido a distúrbios glandulares, independente do
volume de alimentos ingeridos porque decorre da forma como os mesmo são
metabolizados;
3)
Obesidade por fatores genéticos.
Os alimentos mais indicados nos regimes para correção da obesidade em
crianças, em primeiro lugar são as hortaliças e as frutas, por serem alimentos
de baixo valor calórico. Os demais alimentos indispensáveis às crianças como
leite, ovos e carnes não devem faltar, mas convém evitar gorduras (queijos
gordos, frituras, etc.). Os alimentos ricos em carboidratos (cereais, massas,
pão, etc.) podem ser oferecidos com restrição. Os açucarados, se possível,
devem ser evitados.
A obesidade se apresenta com mais frequência a partir dos 4 ou 6 meses
até a idade pré-escolar, observando-se porém a relação entre o peso e a altura.
Outra fase vulnerável é a pré-adolescência (10 a 12 anos para as meninas e
12 a 14
anos para os meninos) idade em que é fácil controlar a obesidade. Entretanto, a
criança que chega aos 10 anos já obesa é mais difícil de tratar.
O momento em que a obesidade infantil constitui motivo de preocupação é
quando se trata de uma situação permanente que não foi compensada com o
crescimento normal.
A obesidade infantil raramente se manifesta entre as crianças de
famílias de baixo poder aquisitivo. É mais provável que os casos de obesidade
neste grupo tenham como causa distúrbios endócrinos, sendo que não se deve
confundir edema (inchação) com obesidade.
As medidas que são indicadas no tratamento da obesidade são, em primeiro
lugar a dieta adequada, por ser de valor energético inferior às necessidades do
organismo, promove a utilização das reservas calóricas; depois os exercícios
que aceleram o gasto energético; por ultimo, o acompanhamento psicológico que
integra a criança na programação estabelecida, pois sua participação é
fundamental.
A criança que tem pais obesos corre o risco de se tornar também obesa,
sendo um dos pais obeso o risco é de 40% e sendo ambos, o risco sobe para 80%.
Nestes casos é importante a conscientização dos pais para agir sobre a criança,
proporcionando-lhe desde cedo um tratamento preventivo. Ressalta-se então a
necessidade de uma correção dos hábitos alimentares da família.
Para agir com crianças obesas que se opõem à dieta é necessário induzir
a colaboração da criança para o planejamento e aceitação da dieta, recorrendo
até ao tratamento psicológico, se for o caso.
O padrão alimentar da família pode ser uma das causas da obesidade
infantil; heranças culturais de várias nacionalidades (italianos, portugueses,
árabes, etc.) através do cultivo da boa mesa, transmitem hábitos alimentares
que conduzem à obesidade. É uma das coisas a pesquisar no estudo da criança
obesa.
No início do tratamento dietético para
corrigir obesidade não há perda de peso, porque o organismo adapta seu
metabolismo a um desgaste mínimo para economizar suas reservas, procurando
inconscientemente, reduzir as atividades.
Fonte:
Dados retirados do livro Alimentar
a criança – o desafio do dia a dia, dos autores Alba de Andrade Falcão,
Lieselotte Hoeschl Ornellas e Maria da Luz Fernandes Perim.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Causas da Obesidade
"Nos últimos anos, numerosos estudos têm sido realizados para descobrir as verdadeiras causas da obesidade infantil. A maioria destes estudos têm identificado os erros nos hábitos alimentares como sendo o principal fator responsável por causar a obesidade nas crianças. Além disso, a falta de atividade física bem como outros fatores genéticos têm sido identificados como principais razões por trás do ganho de peso repentino em crianças."
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