Nesta charge, é possível perceber que pode até ser que as crianças tenham uma alimentação saudável... Mas, ainda assim, seus pensamentos são repletos de doces e alimentos gordurosos, como lanches e batatas-fritas.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Resenha Crítica
Obesidade Infantil: Riscos e Prevenção
A
obesidade infantil é considerada uma doença, a qual provoca um aumento de
gordura corporal e já chega a atingir de 10 a 15% das crianças. Uma criança é
considerada obesa quando possui 20% a mais do peso ideal para sua idade.
Os
períodos mais frequentes de surgimento da obesidade infantil são durante o
primeiro ano de vida e na fase da pré-escola. A obesidade vem crescendo nos
últimos tempos no Brasil, isto em decorrência de maus hábitos alimentares e
sedentarismo, além da hereditariedade.
Os
pais como responsáveis devem estar atentos para que percebam se seu filho anda
apresentando excesso de peso. Por esse motivo, é aconselhável que desde bem
pequena a criança aprenda bons hábitos alimentares, para facilitar o
desenvolvimento de uma vida inteira saudável. A prática de exercícios, aliada a
uma boa alimentação contribui para uma melhor qualidade de vida, evitando assim
uma obesidade precoce.
Fisberg (1995) e Sigulem et al. (2001) afirmam que o aumento da obesidade em lactantes é resultado de um desmame precoce e incorreto, de erros alimentares no primeiro ano de vida, presentes, principalmente, nas subpopulações urbanas, as quais abandonam de forma precoce o aleitamento materno, substituindo-o por alimentação com excesso de carboidratos, em quantidades superiores que as necessárias para seu crescimento e desenvolvimento.
A
variedade de alimentos disponíveis atualmente, principalmente fast food,
alimentos não saudáveis, apresentam muitas cores, desenhos e frases que chamam
a atenção e motivam as crianças a consumi-los cada vez mais. E a única forma de
“vencer” a indústria é ensiná-las desde muito cedo a comer alimentos saudáveis
e essenciais, e evitar a apresentação de doces a elas.
Finalmente,
é importante ressaltar que um acompanhamento nutricional desde pequeno para
orientar uma alimentação saudável à família, mas principalmente às crianças, influi
no consumo de frutas e hortaliças, leite, ovos e carnes, carboidratos com
restrição, mas deve evitar gorduras e alimentos extremamente açucarados. Agindo
assim, os pais estarão contribuindo para uma maior qualidade de vida de seus
filhos, porém devem também estar sempre incentivando, entre brincadeiras
espontâneas e esportes, a prática de exercícios físicos.
Além de tudo, a obesidade - especialmente quando se trata da ocorrência em crianças - deve ser encarada como um problema sério, que merecia mais atenção do governo, das escolas e das famílias em geral. Mas nem sempre isso acontece... Pois tais instituições se omitem frente ao risco de tal doença, e oferecem sem moderação alimentos altamente prejudiciais à saúde das crianças, alimentos estes que são quase que exclusivamente compostos por açúcares diversos (industriais) e gorduras, quando o que elas mais precisavam era consumir alimentos ricos em fibras e nutrientes inteiros, produtos preferencialmente naturais e orgânicos.
Além de tudo, a obesidade - especialmente quando se trata da ocorrência em crianças - deve ser encarada como um problema sério, que merecia mais atenção do governo, das escolas e das famílias em geral. Mas nem sempre isso acontece... Pois tais instituições se omitem frente ao risco de tal doença, e oferecem sem moderação alimentos altamente prejudiciais à saúde das crianças, alimentos estes que são quase que exclusivamente compostos por açúcares diversos (industriais) e gorduras, quando o que elas mais precisavam era consumir alimentos ricos em fibras e nutrientes inteiros, produtos preferencialmente naturais e orgânicos.
Vídeo: Obesidade Infantil
Este vídeo apresenta as causas, sintomas, tratamentos e prevenção da obesidade na infância. Traz a definição desta doença, que é o acúmulo excessivo de gordura, além de demonstrar dados estatísticos.
História em Quadrinhos: Magali em "Obesidade Infantil"
Este quadrinho tem como tema a obesidade infantil, e através dele pretendemos mostrar a tentação que os produtos industrializados exercem no momento da escolha de alimentos. E muitas crianças, assim com Magali, tendem a preferir doces como o sorvete, ao invés de frutas.
sábado, 3 de novembro de 2012
Crianças no comando da famosa "Pirâmide Alimentar"
Este é um charge que mostra que se a pirâmide alimentar fosse desenvolvida pelas crianças, ela seria composta apenas de doces, alimentos gordurosos e industrializados. E é por isso que depende dos pais mostrar para seus filhos que uma alimentação saudável é composta por alimentos naturais, orgânicos, e que os "excessos" devem se restringir aos fins de semana.
Sedentarismo como uma das causas da Obesidade Infantil
Esta imagem retrata o cotidiano das crianças e adolescentes na atualidade: passam a maior parte do dia em frente à televisão, computador ou videogame, comendo ansiosa e despreocupadamente, sem se dar conta do mal que estão causando à sua saúde.
Entrevista com Nutricionista
Esta entrevista foi feita com uma nutricionista que atua em uma creche infantil, tendo assim contato com crianças. Ela fala que existem diversos fatores que influenciam na obesidade como desmame precoce, fast food, mídia, supermercado, sedentarismo, entre outros. Também é apresentado nesta entrevista que escola e pais devem atuar juntos no favorecimento das crianças.
Entrevista
realizada com a nutricionista Sandra Vieira de Olim, CRN – 34331.
1) Qual a principal causa para a obesidade infantil? E existem estudos que comprovam isso?
1) Qual a principal causa para a obesidade infantil? E existem estudos que comprovam isso?
Existem
vários fatores que acarretam na obesidade infantil. Primeiramente é o desmame
precoce, muitas mães desmamam seus filhos muito cedo, introduzindo alimentos,
como por exemplo, aqueles usados para o engrossamento dos leites; acrescentando
carboidratos e açúcares, nos alimentos preparados para os recém-nascidos – o que
é desnecessário. Outro fator são as mães indo para o trabalho. Foi a partir da
década de 70 quando as mães começaram a trabalhar, diminuindo o tempo para seus
filhos e para sua família.
Fast
food e comidas industrializadas são também grandes responsáveis pela obesidade
infantil. A indústria para ter um aceitamento das crianças desenvolveram
líquidos com grandes quantidades de açúcares; os sucos, a gelatina, os
refrigerantes, são compostos por um alto índice glicêmico. O sedentarismo
influencia na obesidade, pois as crianças passam bastante tempo em frente à TV,
computador, videogame, deixando de lado brincadeiras como pular, dançar, correr
e jogar bola. O mercado publicitário influencia também, através de alimentos
calóricos, com propagandas bastante coloridas, desenhos e brinquedos.
O
supermercado utiliza bastantes alimentos energéticos e calóricos destinados às
crianças, utilizando prateleiras baixas com um campo de visão alcançado por
elas.
Mas
a principal causa para a ocorrência da obesidade infantil é a junção destes
fatores.
Existem vários estudos, em escolas e creches, por exemplo,
mostrando a importância do lúdico quando o assunto é alimentação saudável, e também
relata o sedentarismo. E foi na década de 90 que ocorreu a transição
nutricional, pois antes desta data o Brasil apresentava desnutrição e baixo
peso e o governo pra tentar diminuir esta estatística, desenvolve a
fortificação dos alimentos e isto veio acarretando na obesidade infantil.
2) Qual o papel da família para evitar a obesidade?
2) Qual o papel da família para evitar a obesidade?
Os
pais são o espelho da criança, a base destas. A família é o primeiro educador e
o mais importante, pois a criança ainda não tem autonomia para desenvolver uma
boa alimentação ou preparação de um prato saudável, elas consomem o que lhes é
ofertado, e é por isso que os pais são tão importantes na hora da alimentação.
As crianças ao consumir determinados alimentos, tendem a querer “imitar” o modo
como os pais se alimentam.
3) Qual o papel da escola na educação alimentar na infância?
3) Qual o papel da escola na educação alimentar na infância?
Muitos
pais pensam que por algumas escolas trabalharem em período integral, eles
acreditam que é de responsabilidade dela que seus filhos aprendam a se
alimentarem bem. Mas a verdade é que não depende apenas da escola mais também
dos pais, pois a escola e os pais devem trabalhar juntos para ensinar as
crianças a se alimentarem de forma saudável. A escola é formadora de opinião e
é ela que vai influenciar na opinião das crianças. Ela não ensina apenas
alimentação, envolve também saúde, higiene, educação, etc. Não sendo a escola a
única responsável na educação alimentar, mas também cabe aos pais, pois estes
são o primeiro educador e o mais importante.
4) Quais são os alimentos que contribuem para evitar a obesidade infantil?
4) Quais são os alimentos que contribuem para evitar a obesidade infantil?
Principalmente
alimentos com pouca gordura saturada. É importante evitar alimentos fritos e à
milanesa; consumir frutas, legumes, leguminosas, verduras, arroz, milho, os
cereais em geral, líquidos e muita água; reduzir as farinhas refinadas,
substituindo por farinhas integrais, e controlar os doces de forma a reduzir ou
até mesmo evitar.
5) Muitos pais dão doces como forma de recompensa por algo correto que seus filhos fizeram. É certo, ou melhor, “funciona” incentivar a substituição desses doces por frutas?
5) Muitos pais dão doces como forma de recompensa por algo correto que seus filhos fizeram. É certo, ou melhor, “funciona” incentivar a substituição desses doces por frutas?
Mesmo
falando de doces ou frutas não é correto através de recompensa, pois esta
criança sempre que fizer o que é certo ou o que é de seu dever, vai fazer
esperando retorno. E uma criança que cresce com esse método, pode acabar
encontrando dificuldades por toda a sua vida. Depende
muito da forma com que os pais se expressam, é por isso que em vez de
recompensa, deve-se argumentar e aprovar o consumo de alimentos saudáveis.
Dez Sinais da Boa Nutrição Infantil
Os critérios foram elaborados pela Associação Brasileira de Nutrologia e apresentados no Congresso Criança 2010 organizado pelo Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, Paraná.
Caso a criança não se encaixe em todos os itens da lista, a probabilidade de ela ter um problema nutricional é grande. Um exemplo é a falta de carboidratos, proteínas, ferro, zinco e vitamina A no organismo, que pode retardar o crescimento – primeiro item da lista. Assim como a falta de água, que pode originar problemas intestinais, e o excesso de gordura, que pode levar à obesidade.
Alimentação influi na saúde da criança e, em longo prazo, na vida adulta
De acordo com a médica pediatra da UTI neonatal do Hospital Pequeno Príncipe e presidente do Departamento de Suporte Nutricional da Sociedade Paranaense de Pediatria, Vanessa Liberalesso, uma criança que tem uma alimentação balanceada, com as quantidades apropriadas de carboidratos, ferro, proteínas e outros componentes, vai apresentar os dez sinais da boa alimentação.
Já as crianças que não apresentam esses sinais podem desenvolver doenças não só na infância como também na vida adulta. “Algumas crianças podem ser hipertensas no futuro, porque ingerem muito sódio. Além disso, também podem sofrer com a falta de cálcio nos ossos, que provoca osteoporose, por não ingerirem muito leite e derivados”, afirma a pediatra.
Para definir a quantidade ideal de cada componente na alimentação de uma criança é preciso consultar um profissional. Almeida afirma que essas quantidades variam de acordo com a idade e outros fatores. “O consumo de muitas proteínas por uma criança que toma pouca água, por exemplo, pode resultar em um intestino preso”, exemplifica. O ideal é que a criança tenha uma alimentação supervisionada e variada, para evitar problemas futuros.
O que pode indicar cada sinal
Veja os déficits na alimentação da criança que cada sinal pode significar, de acordo com Vanessa Liberalesso.
1. Crescimento adequado
Isso indica que a criança consome o número de calorias indicado para a sua idade, incluindo proteínas, vitaminas e minerais
2. Funcionamento regular do intestino
O funcionamento intestinal depende de boa ingestão de água e alimentos ricos em fibras. Além disso, os itens aqui apresentados também se complementam: as atividades físicas (item 7) também favorecem um bom funcionamento do intestino.
3. Bom apetite
A falta de apetite pode ser sinal de doenças ou da carência de nutrientes. A falta de ácido fólico no organismo, por exemplo, diminui o paladar e a criança pode deixar de comer por não sentir o gosto do alimento.
4. Dentes fortes e saudáveis
O leite é fonte de cálcio que vai contribuir para a saúde dos dentes. “É importante também que as crianças tomem sol”, lembra a nutricionista, “pois a luz do sol auxilia na metabolização da vitamina D, por exemplo, também importante para a saúde bucal.”
5. Boa imunidade
A constituição de uma boa imunidade começa com o aleitamento materno, quando os anticorpos da mãe são compartilhados com o filho. Mais tarde a deficiência de zinco e outros nutrientes também pode comprometer o sistema imunológico da criança.
6. Peso adequado
O peso da criança é uma maneira indireta de saber se ela está se alimentando adequadamente. “Não só a alimentação deficitária como a alimentação excessiva. Tanto a perda quanto o ganho de peso fora do padrão são indicativos de problemas nutricionais”, diz Vanessa.
Não querer brincar pode ser sinal de anemia. A causa disso é a deficiência de ferro tanto de origem animal como vegetal (que dificulta a absorção de nutrientes). “Uma boa fonte de ferro é a carne de vaca, principalmente o fígado. No caso do ferro de origem vegetal – como espinafre – a dica é consumir esses alimentos com suco de laranja, que facilita a absorção do ferro desses vegetais.
Um bom padrão de sono, indica Vanessa, é indicativo tanto de uma boa alimentação quanto de disposição para brincar. Isso quer dizer que fazer atividades físicas facilita um bom sono. Além disso, alguns alimentos são essenciais para o desenvolvimento do sistema nervoso. O desequilíbrio do sono pode indicar algum problema neurológico causado pela falta de algum nutriente necessário para o bom funcionamento cerebral.
Uma pele opaca ou sem vida indica problemas como a anemia.
10. Cabelos e unhas saudáveis
Cabelo seco é sinal de deficiência de proteína, zinco e mesmo de consumo inadequado de calorias. O mesmo vale para as unhas: a deficiência de cálcio e ferro as deixa mais quebradiças.
Fonte: Uol ; http://www.guiadanutricao.com/2010/09/dez-sinais-da-boa-nutricao-infantil.html
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